quarta-feira, 22 de maio de 2013

Neymarfobia

Foi-se o tempo em que grandes craques do futebol brasileiro só saíam para jogar fora do país quando estavam em fim de carreira. Basta citar, como exemplo, Zico, além do próprio rei Pelé.
Passou-se o tempo, e conforme o futebol europeu ia se tornando mais rico (digo financeiramente), os grandes jogadores brasileiros iam cada vez mais cedo abandonando o futebol brazuca para fazer a vida na Europa.  Com o tempo, já não era só a Europa, mas também a China e o Oriente Médio.

Esse desejo de jogar aonde lhe paguem melhor é perfeitamente compreensível, mesmo que tendo que abandonar o seu país de origem. O que não é compreensível é a maneira como os nossos últimos craques tem deixado o nosso país.

Talvez isso tenha começado a mais tempo, mas este blogueiro percebeu a partir do caso Robinho. O Robinho ficou conhecido nacionalmente no ano de 2002, no Campeonato Brasileiro daquele ano. Com jogadas de rara habilidade, dribles desconcertantes e gols. Ele criou uma nova espécie de drible: a pedalada. Que foi o marco principal da final do Brasileirão daquele ano. O Santos foi campeão.

Daí por diante, conforme passavam os meses, aumentava a pressão pela saída do Robinho do Brasil (rumo à Europa, é claro). A princípio era a questão financeira, seria bom para ele e para o Santos que ele fosse vendido logo. Depois de um tempo, diziam que o futebol dele estava perdendo qualidade (quando eu digo diziam, me refiro à imprensa). E o Robinho, teimoso, não ia embora. A torcida começou a pressionar, nada. Mas então veio a gota d'água, a mãe do Robinho foi sequestrada. E o Robinho, preocupado, foi jogar no Real Madrid.

O meia Kaká passou por drama semelhante no São Paulo, por sorte não teve a mãe sequestrada. Foi jogar no Milan, também foi pressionado pela imprensa e pela torcida antes de sua saída, e pelos mesmos motivos.

E agora o Neymar, último grande craque surgido por aqui. Com status de melhor do mundo, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, tem sido bastante criticado pela imprensa nas últimas semanas por sua insistência em permanecer no Santos. Tem sido criticado até mesmo por estar aproveitando todas as boas oportunidades de ganhar dinheiro como garoto propaganda. Com o incentivo negativo, o futebol vem caindo na qualidade e é bem provável que antes do final do ano o jogador já esteja jogando na Europa, provavelmente no Barcelona.

O diferencial é que, desta vez, a imprensa tem reconhecido que o futebol brasileiro tem caído de qualidade e está bastante inferior tecnicamente ao europeu. E a culpa, fazendo um adendo, não é dos nossos jogadores mas sim dos nossos técnicos, tão somente. Que ainda não aprenderam que o talento individual, nos tempos de hoje, não tem efeito se o time não jogar em conjunto, com bom posicionamento e rápida movimentação.

Na opinião desse blogueiro, a única solução para todos esses problemas é que os nossos dirigentes comecem a importar técnicos de futebol, oriundos, principalmente, da Europa. Assim os nossos técnicos serão obrigados a adaptarem-se aos novos tempos, para manterem os seus empregos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Solução para os Estaduais

A muito se tem discutido, principalmente na imprensa esportiva do Eixo Rio - São Paulo, sobre o fim dos campeonatos estaduais. Em virtude, sobretudo, da sucessiva queda do número de torcedores. Além do baixo de nível técnico, que na verdade, é uma das causas da baixa presença de público.

Um dos motivos do baixo nível técnico é que os campeonatos estaduais de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, frequentemente, veem os seus principais clubes dividindo as atenções com a Taça Libertadores da América. O que acaba fazendo com que esses times escalem times mistos ou, simplesmente, escalem os seus times reservas para disputar os campeonatos estaduais, o que acaba diminuindo o interesse dos seus torcedores que são os que levariam maiores públicos às partidas.

A situação tem chegado a níveis alarmantes. Nesse ano de 2013, por exemplo, a final do Campeonato Carioca, entre Fluminense e Botafogo, reuniu, apenas 7 mil torcedores. Sendo que a média do campeonato foi de meros 2 mil pagantes.

Quanto ao problema do baixo público, é importante considerar a situação do Corinthians. Que criou um programa de sócio-torcedor eficiente, que consegue manter a torcida presente em uma boa média, mesmo em partidas de menor importância para o time.

A meu ver, uma maneira de começar a solucionar esse problema seria reduzir o número de times participantes. O Campeonato Paulista está muito inchado, com 20 times disputando a primeira divisão. A FPF deveria reduzir para doze equipes, mantendo o sistema dos pontos corridos com mata-mata entre os quatro primeiros colocados e os dois últimos colocados sendo rebaixados. O Campeonato Carioca também está inchado, considerando-se o baixíssimo nível técnico das partidas, deveria ter o número de times participantes reduzido para dez, com os dois últimos sendo rebaixados.

Com exceção do Campeonato Baiano e do Pernambucano, que nesse ano tiveram fórmulas de disputa confusas, em virtude, principalmente, da realização da Copa do Nordeste. Em relação aos campeonatos de Estados do norte, nordeste e centro-oeste, parece não haver maiores problemas com a presença de torcedores, não importando o nível técnico dos times. Considerando, é claro, que há Estados em que o povo, simplesmente, não se interessa, não é apaixonado por futebol. Nesses, o público sempre foi baixo e sempre será.

Se os campeonatos estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo tem causado prejuízo aos grandes times desses dois estados, poderia, como solução, excluir a participação dos grandes clubes dessas competições. Focando a atenção dos mesmos, apenas, para a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e os campeonatos internacionais.

Fim de Papo!