terça-feira, 3 de setembro de 2013

Elefantes Brancos?



A imprensa tem dito que, dos novos estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil, haverão muitos "elefantes brancos". Ou seja, que os estádios perderão utilidade após a realização da Copa. Geralmente se referem aos estádios de Manaus (Arena Amazônia), de Cuiabá (Arena Pantanal), de Natal (Arena das Dunas) e até mesmo o de Brasília (Estádio Mané Garrincha/Estádio Nacional). Em virtude das cidades onde localizam-se esses estádios terem pouca tradição de futebol.

De fato, os times de Brasília tem torcidas com pouca presença nos estádios. O mesmo ocorre em Cuiabá e em Manaus. Porém, no Distrito Federal, no Mato Grosso e no Amazonas, há campeonatos de futebol anuais, assim como nos outros estados do Brasil, o que garantiria a contínua utilização dos novos estádios. 

O problema seria o custo das partidas, visto que as despesas por partidas nesses estádios é alta, devido a infraestrutura. Para solucionar o problema, o governo estadual ou municipal deverá garantir o custeio. Caso contrário, dificilmente, esses estádios continuarão a ser utilizados para a prática do futebol. Servindo mais para a realização de outros eventos como congressos e shows de música.

Em Natal, assim como nas cidades restantes que também sediarão jogos da Copa, não há problema de falta de torcida. Porém, isso não garantirá a contínua utilização dos estádios, também devido aos altos custos por partida. Cuja solução também seria a participação dos governos estaduais e municipais no pagamento das despesas.

Sabe-se, contudo, que o novo Maracanã já está sendo gerido por um consórcio empresarial formado pelas empresas Odebrecht, IMX (do empresário Eike Batista) e AEG. Também é de conhecimento que a Arena Pernambuco, em Recife, será propriedade do Náutico, que a Arena de São Paulo (o Itaquerão) será do Corinthians, e que a nova Arena da Baixada, em Curitiba, e a Arena Beira-Rio, em Porto Alegre, continuarão nas mãos do Atlético Paranaense e do Internacional, respectivamente.

Será difícil, todavia, alguma empresa ou grupo empresarial se interessar pelos estádios de Manaus e Cuiabá, por ser um negócio de alto risco.

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