segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Copa das Confederações 2013


Sem dúvida a edição deste ano da Copa das Confederações será inesquecível. Não pelo fato de ter sido realizada no Brasil, mas pelas anormalidades que ela proporcionou para quem acompanhou a Copa.

Foi a primeira vez, segundo os conhecimentos de quem vos escreve, que a Copa das Confederações foi realizada sob o clima de tensão e revolta popular tal qual o Brasil viveu. E foi interessante que as manifestações começaram quase que um mês antes do início da Copa, muito oportuno (ou não). E, coincidentemente ou não, as manifestações perderam vigor após o término da competição (sendo que as manifestações continuam ocorrendo até hoje, só que em intensidade bem menor). Por sorte, as manifestações não atrapalharam a realização da Copa das Confederações, apenas incomodou.

Quanto à competição em si, teve destaque a participação da seleção do Taiti. Formada quase totalmente por jogadores amadores, e que conquistou o torcedor brasileiro. Tendo, inclusive, proporcionado a segunda maior goleada da história da Copa das Confederações, quando perdeu para a seleção do Uruguai pelo placar de 8 a 0, na terceira rodada da 1ª Fase, e a maior goleada da história da Copa das Confederações quando perdeu para a seleção da Espanha por 10 a 0, na segunda rodada da 1ª Fase, Grupo B.

Um outro destaque foi a participação da seleção brasileira, que começou a disputa totalmente desacreditada. Porém, foi melhorando seu futebol a cada partida. Onde conseguiu, já na terceira rodada do Grupo A, vencer a seleção italiana com o placar de 4 a 2. E na final da Copa, quando enfrentou a favoritíssima seleção espanhola e atropelou a mesma, com o sonoro placar de 3 a 0, apresentando um futebol de alta qualidade.

Com o título, e a forma como se deu, a seleção brasileira se credencia como uma das favorita ao título da Copa do Mundo de 2014, acompanhada das seleções da Espanha, Alemanha e Argentina.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Elefantes Brancos?



A imprensa tem dito que, dos novos estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil, haverão muitos "elefantes brancos". Ou seja, que os estádios perderão utilidade após a realização da Copa. Geralmente se referem aos estádios de Manaus (Arena Amazônia), de Cuiabá (Arena Pantanal), de Natal (Arena das Dunas) e até mesmo o de Brasília (Estádio Mané Garrincha/Estádio Nacional). Em virtude das cidades onde localizam-se esses estádios terem pouca tradição de futebol.

De fato, os times de Brasília tem torcidas com pouca presença nos estádios. O mesmo ocorre em Cuiabá e em Manaus. Porém, no Distrito Federal, no Mato Grosso e no Amazonas, há campeonatos de futebol anuais, assim como nos outros estados do Brasil, o que garantiria a contínua utilização dos novos estádios. 

O problema seria o custo das partidas, visto que as despesas por partidas nesses estádios é alta, devido a infraestrutura. Para solucionar o problema, o governo estadual ou municipal deverá garantir o custeio. Caso contrário, dificilmente, esses estádios continuarão a ser utilizados para a prática do futebol. Servindo mais para a realização de outros eventos como congressos e shows de música.

Em Natal, assim como nas cidades restantes que também sediarão jogos da Copa, não há problema de falta de torcida. Porém, isso não garantirá a contínua utilização dos estádios, também devido aos altos custos por partida. Cuja solução também seria a participação dos governos estaduais e municipais no pagamento das despesas.

Sabe-se, contudo, que o novo Maracanã já está sendo gerido por um consórcio empresarial formado pelas empresas Odebrecht, IMX (do empresário Eike Batista) e AEG. Também é de conhecimento que a Arena Pernambuco, em Recife, será propriedade do Náutico, que a Arena de São Paulo (o Itaquerão) será do Corinthians, e que a nova Arena da Baixada, em Curitiba, e a Arena Beira-Rio, em Porto Alegre, continuarão nas mãos do Atlético Paranaense e do Internacional, respectivamente.

Será difícil, todavia, alguma empresa ou grupo empresarial se interessar pelos estádios de Manaus e Cuiabá, por ser um negócio de alto risco.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Pós-Neymar

E o Neymar foi embora, assinou contrato de 5 anos com o Barcelona, o atacante foi vendido por 57 milhões de euros (159 milhões de reais), o valor será pago em 3 anos. E Neymar irá receber a quantia de 7 milhões de euros (19 milhões de reais) por ano. Pela venda de Neymar, o Santos receberá 13,8 milhões de euros (37 milhões de reais), o pai de Neymar (e empresário do jogador) receberá 30 milhões de euros (80 milhões de reais), e o restante ficará com grupos que tinham direitos econômicos sobre o jogador. Com o público de 56 mil torcedores, o craque foi apresentado no Camp Nou na última segunda-feira, dia 03 de junho.

Ainda na semana passada, o técnico Muricy Ramalho foi demitido do Santos. Já não havia mais clima para ele no clube. Agora o clube tenta se encontrar nas quatro linhas, visto que o time está disputando duas competições nacionais (Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro), por enquanto o time está sendo treinado pelo técnico interino Claudinei Oliveira. Após 4 rodadas, o Santos ainda não venceu no Brasileirão e é o lanterna da competição. Tudo indica que, se não houver reforços o Santos será rebaixado para a Série B, haja vista que a equipe tinha o Neymar como único diferencial desde 2012, e neste ano de 2013 o time enfraqueceu tecnicamente, mesmo com uma presença mais constante de Neymar nas partidas do time (o jogador esteve ausente, excessivas vezes, no ano passado, em virtude de convocações para a seleção brasileira).

Talvez um novo técnico, a curto prazo, dê um novo ânimo aos jogadores, fazendo conseguir alguns resultados positivos. Mas, a médio prazo a qualidade técnica voltará a cair, junto com os resultados. Não dá para esperar que um novo Neymar surja e salve o time, é preciso reforçar o elenco com novas contratações, e de qualidade.

Para o Barcelona, a dor de cabeça do técnico Tito Vilanova será fazer Neymar e Messi trabalharem no mesmo time. É fato que os dois não poderão jogar no meio campo ao mesmo tempo, não há espaço para os dois. Então, a princípio, Neymar deve jogar no ataque e Messi como meia atacante.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Neymarfobia

Foi-se o tempo em que grandes craques do futebol brasileiro só saíam para jogar fora do país quando estavam em fim de carreira. Basta citar, como exemplo, Zico, além do próprio rei Pelé.
Passou-se o tempo, e conforme o futebol europeu ia se tornando mais rico (digo financeiramente), os grandes jogadores brasileiros iam cada vez mais cedo abandonando o futebol brazuca para fazer a vida na Europa.  Com o tempo, já não era só a Europa, mas também a China e o Oriente Médio.

Esse desejo de jogar aonde lhe paguem melhor é perfeitamente compreensível, mesmo que tendo que abandonar o seu país de origem. O que não é compreensível é a maneira como os nossos últimos craques tem deixado o nosso país.

Talvez isso tenha começado a mais tempo, mas este blogueiro percebeu a partir do caso Robinho. O Robinho ficou conhecido nacionalmente no ano de 2002, no Campeonato Brasileiro daquele ano. Com jogadas de rara habilidade, dribles desconcertantes e gols. Ele criou uma nova espécie de drible: a pedalada. Que foi o marco principal da final do Brasileirão daquele ano. O Santos foi campeão.

Daí por diante, conforme passavam os meses, aumentava a pressão pela saída do Robinho do Brasil (rumo à Europa, é claro). A princípio era a questão financeira, seria bom para ele e para o Santos que ele fosse vendido logo. Depois de um tempo, diziam que o futebol dele estava perdendo qualidade (quando eu digo diziam, me refiro à imprensa). E o Robinho, teimoso, não ia embora. A torcida começou a pressionar, nada. Mas então veio a gota d'água, a mãe do Robinho foi sequestrada. E o Robinho, preocupado, foi jogar no Real Madrid.

O meia Kaká passou por drama semelhante no São Paulo, por sorte não teve a mãe sequestrada. Foi jogar no Milan, também foi pressionado pela imprensa e pela torcida antes de sua saída, e pelos mesmos motivos.

E agora o Neymar, último grande craque surgido por aqui. Com status de melhor do mundo, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, tem sido bastante criticado pela imprensa nas últimas semanas por sua insistência em permanecer no Santos. Tem sido criticado até mesmo por estar aproveitando todas as boas oportunidades de ganhar dinheiro como garoto propaganda. Com o incentivo negativo, o futebol vem caindo na qualidade e é bem provável que antes do final do ano o jogador já esteja jogando na Europa, provavelmente no Barcelona.

O diferencial é que, desta vez, a imprensa tem reconhecido que o futebol brasileiro tem caído de qualidade e está bastante inferior tecnicamente ao europeu. E a culpa, fazendo um adendo, não é dos nossos jogadores mas sim dos nossos técnicos, tão somente. Que ainda não aprenderam que o talento individual, nos tempos de hoje, não tem efeito se o time não jogar em conjunto, com bom posicionamento e rápida movimentação.

Na opinião desse blogueiro, a única solução para todos esses problemas é que os nossos dirigentes comecem a importar técnicos de futebol, oriundos, principalmente, da Europa. Assim os nossos técnicos serão obrigados a adaptarem-se aos novos tempos, para manterem os seus empregos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Solução para os Estaduais

A muito se tem discutido, principalmente na imprensa esportiva do Eixo Rio - São Paulo, sobre o fim dos campeonatos estaduais. Em virtude, sobretudo, da sucessiva queda do número de torcedores. Além do baixo de nível técnico, que na verdade, é uma das causas da baixa presença de público.

Um dos motivos do baixo nível técnico é que os campeonatos estaduais de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, frequentemente, veem os seus principais clubes dividindo as atenções com a Taça Libertadores da América. O que acaba fazendo com que esses times escalem times mistos ou, simplesmente, escalem os seus times reservas para disputar os campeonatos estaduais, o que acaba diminuindo o interesse dos seus torcedores que são os que levariam maiores públicos às partidas.

A situação tem chegado a níveis alarmantes. Nesse ano de 2013, por exemplo, a final do Campeonato Carioca, entre Fluminense e Botafogo, reuniu, apenas 7 mil torcedores. Sendo que a média do campeonato foi de meros 2 mil pagantes.

Quanto ao problema do baixo público, é importante considerar a situação do Corinthians. Que criou um programa de sócio-torcedor eficiente, que consegue manter a torcida presente em uma boa média, mesmo em partidas de menor importância para o time.

A meu ver, uma maneira de começar a solucionar esse problema seria reduzir o número de times participantes. O Campeonato Paulista está muito inchado, com 20 times disputando a primeira divisão. A FPF deveria reduzir para doze equipes, mantendo o sistema dos pontos corridos com mata-mata entre os quatro primeiros colocados e os dois últimos colocados sendo rebaixados. O Campeonato Carioca também está inchado, considerando-se o baixíssimo nível técnico das partidas, deveria ter o número de times participantes reduzido para dez, com os dois últimos sendo rebaixados.

Com exceção do Campeonato Baiano e do Pernambucano, que nesse ano tiveram fórmulas de disputa confusas, em virtude, principalmente, da realização da Copa do Nordeste. Em relação aos campeonatos de Estados do norte, nordeste e centro-oeste, parece não haver maiores problemas com a presença de torcedores, não importando o nível técnico dos times. Considerando, é claro, que há Estados em que o povo, simplesmente, não se interessa, não é apaixonado por futebol. Nesses, o público sempre foi baixo e sempre será.

Se os campeonatos estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo tem causado prejuízo aos grandes times desses dois estados, poderia, como solução, excluir a participação dos grandes clubes dessas competições. Focando a atenção dos mesmos, apenas, para a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e os campeonatos internacionais.

Fim de Papo!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Copa do Brasil, vitória do Fluminense e classificação do Palmeiras na Libertadores.

Após um final de semana desastroso para alguns times, como para o Bahia, que perdeu de 5 a 1 para o Vitória na reinauguração do estádio Fonte Nova, agora Arena Fonte Nova. Assim como para Vasco e Flamengo que não têm mais qualquer possibilidade de chegarem às semi finais da Taça Rio, ou seja, não podem mais conquistar o título carioca. As atenções se voltam para a disputa da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil.

Pela Libertadores, nesta terça-feira, 09 de Abril, tivemos a definição do Grupo 4, onde Vélez Sarsfield e Emelec, num empate de compadres, garantiram classificação para as oitavas-de-finais, para a tristeza do Peñarol. Graças ao empate, o Atlético Mineiro garantiu a melhor campanha da primeira fase entre as 32 equipes participantes. Tivemos também nesta terça-feira, a classificação do Independiente Santa Fe-COL à próxima fase, graças à vitória de 2 a 1 sobre o Deportes Tolima-COL. Na quarta e quinta-feira, teremos como destaque a definição do Grupo 5, onde Corinthians e Tijuana-MEX (já classificados) decidirão quem será o primeiro do grupo, e a definição do Grupo 7, onde Olimpia-PAR, Newell's Old Boys-ARG e Universidad de Chile decidirão quem vai e quem fica fora da competição. Teremos também o confronto entre Grêmio e Fluminense, que promete grandes emoções, acredito que o Fluminense irá retribuir a derrota sofrida no Engenhão, porém com um placar apertado. Na quinta-feira, o Palmeiras garantirá sua classificação com uma vitória sobre o Libertad-PAR, no Pacaembu (isso graças também a vitória do Tigre-ARG sobre o Sporting Cristal-PER por 3 a 1, nesta terça-feira).

Pela Copa do Brasil teremos uma avalanche de jogos, vinte e sete ao todo. O curioso é o fato de a CBF ter marcado vinte e quatro jogos para a quarta-feira, e apenas três para a quinta-feira (inteligência zero). Como destaque entre os confrontos, temos as partidas entre Flamengo-PI e Santos, e CSA-AL vs Cruzeiro.

Isso sem esquecer, é claro, as tão esperadas partidas de volta das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Tivemos na terça-feira, a derrota do Real Madrid para o Galatasaray-TUR por 3 a 2, que garantiu a classificação do time madrilenho às semis, e a vitória do Borussia Dortmund-ALE ante o Málaga-ESP também por 3 a 2, que classificou o Borussia. Na quarta-feira teremos Barcelona contra o PSG, no Camp Nou (no jogo de ida deu empate em 2 a 2), e Juventus-ITA versus Bayern Munique-ALE, com vantagem de 2 a 0 para a equipe alemã.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mais do mesmo em mais uma rodada dos estaduais.

Estamos no limiar de mais uma rodada dos campeonatos estaduais pelo Brasil afora. O calvário de Flamengo e Vasco no Campeonato Carioca, o caminhar tedioso de São Paulo, Santos e Corinthians no Campeonato Paulista, tal qual em Minas Gerais para Cruzeiro e Atlético-MG, e no Rio Grande do Sul para Grêmio e Internacional. Além da agonia do Vila Nova no Campeonato Goiano, e o início do curtíssimo Campeonato Roraimense.

No Campeonato Paraense teremos os jogos de ida das semi finais do segundo turno, com o quinto Re x Pa do ano e o confronto entre Tuna Luso e Paragominas. Jogos que correm o risco de serem cancelados pelo STJD em virtude de uma ação do Santa Cruz - Cuiarana.

Parte dos torcedores, entretanto, ainda estão com as mentes ligadas nos jogos que tivemos no meio da semana, pela Libertadores e Copa do Brasil. Na Copa do Brasil não tivemos nenhuma zebra, mas foi curioso o fato de não ter havido nenhuma goleada nos jogos de ida, em que apenas dois times conseguiram classificação direta para a 2ª fase. Na Libertadores, a classificação do Corinthians e do Boca Juniors para as oitavas-de-final, a quinta vitória do Galo em cinco jogos, e a quase liquidada eliminação do Tricolor Paulista. No caso do São Paulo, com a eliminação praticamente certa na Libertadores, a não conquista do título do Paulistão resultará na queda do Ney Franco, talvez nem mesmo o título mantenha a sua cabeça.